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06 novembro 2011

Metrô

Entram apressados no metrô. Misturam-se às pessoas. Sempre cheio, pensam eles, enquanto correm os olhos pelo vagão. Som alto nos fones, não notam que escutam a mesma música. Preocupados com a hora, não percebem que o tempo pararia se trocassem um olhar. A voz gravada anuncia a próxima estação. Descem, sem saber, que deixam um grande amor para trás.
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21 setembro 2011

Mãos

Andavam de mãos dadas pela rua. Gostavam daquilo. Sentiam a pele um do outro. Um gesto simples, que ligava os dois. Brincavam de não soltar as mãos por nada e ele, vez ou outra, beliscava a dela por um beijo. Será que um dia essas mãos receberiam uma aliança, pensou ela. E ele, sem saber da dúvida, respondeu para si mesmo: queria segurar aquela mão pela eternidade.
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08 setembro 2011

Olhos de amor

Via amor em tudo. Nas placas, no trânsito, no metrô, nas pessoas. Tinha virado um ímã de casais apaixonados e tudo o que girava à sua volta parecia estar em um eterno romance. Na TV, filmes clichês provavam que o amor ainda estava em alta. No telefone, a surpresa de uma voz encheu o coração de alegria. E então percebeu. O amor não estava lá fora. O amor estava ali dentro.
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05 setembro 2011

Memórias

Fotos, cartões, embalagens de bombons. Olhava para os pedaços de memórias e via os momentos voltarem à tona. Apertou uma carta junto ao peito e os sentimentos mais profundos de saudade fizeram lágrimas escorrer pelo rosto. Sentia falta dos sorrisos, das brincadeiras, dos filmes no colchão. Sentia falta do carinho. Sentia falta até das brigas. Sentia falta dele.
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11 agosto 2011

As horas

As horas passavam devagar. Os minutos pareciam cochichar entre si, tramando um plano sonolento junto ao ponteiro do relógio. Mais rápido, ordenou ela. Ansiedade que consumia. Dúvidas que queimavam. Um encontro, uma conversa, uma decisão. Colocar parte da sua vida na mão de outra pessoa não parecia certo. E se eu sofrer?, pensou. Ao que o coração respondeu: A gente tenta outra vez.
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20 junho 2011

A Dor

Tinha todos os motivos do mundo para esquecê-lo. Do mais simples, ao mais cruel. Pensava no quanto ele a havia machucado e sofria. Pensava no quanto queria ser feliz e sofria. Dor era uma coisa estúpida, pensou. Não podia estar certo sentir que a única coisa capaz de afastar sua dor era quem a causou. E sofria.
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12 junho 2011

O problema

Durante muito tempo procurou o problema em si mesma. Tentou encontrar motivos, perceber falhas. Tentou entender o porquê de tudo terminar assim. Mas ao olhar para ele, pela última vez, lembrou do amor que um dia sentiu. E enxergou. O problema não estava nela. O problema era ele.
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07 junho 2011

Microromances

Olhares, beijos, conversas, histórias curtas. Microromances que vive aos poucos. Culpa de um amor que não deu certo, ela diz. Se doar de corpo e alma para ganhar decepção? Não mais. Agora ela não se doa, não espera. Agora ela vive sem planos. Agora ela vive para o mundo.
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29 maio 2011

Feng Shui

Precisava mudar o rumo das coisas, reinventar a rotina. Na decoração do Feng Shui o equilíbrio vem com a troca de energias, com a mudança de objetos, com a renovação do ambiente. Então era isso, pensou. Ia redecorar tudo: seu coração, sua mente, sua vida.
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19 maio 2011

Milagre

Os problemas a cansavam. A solidão dormia em sua cama todas as noites e ela já não sabia o que era paciência. Estava farta de ciclos que apenas começavam, terminando pela metade. Queria uma mudança. Queria uma ligação. Queria uma aparição. Fechou os olhos. Ela queria um milagre.
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17 maio 2011

Solar

Parou os olhos nos dela. E em um segundo, se perdeu. Íris, retina, cores, reflexos. O sol brilhava junto com eles. Ela sorriu. Para ele, mais um tesouro se juntou ao mundo dourado daquele final de tarde. Apaixonado. Ele estava apaixonado.
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14 maio 2011

Protesto

Deitada, percebia que o silêncio do quarto contrastava com a gritaria em sua mente. Em que parte ela perdera o controle de sua vida? Parte. Era o que faltava agora...uma parte. Enquanto cada pedaço do seu corpo doía, ela sabia, era um protesto. Seu corpo reivindicava o dele.
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13 maio 2011

O beijo

Quantas vezes havia dito aquilo? “Eu te amo” não é uma frase qualquer. “Eu te amo” não é “Bom dia”. Era o que pensava. Por isso temia tanto em abrir os lábios e deixar a garganta trazer o som da verdade para fora. Até que o beijo a calou por completo. Não precisava dizer. Ele já sabia.
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12 maio 2011

Mundo

Olhava para ela com o olhar de quem guardava um segredo. Abraçava seu corpo miúdo, tentando não tremer. Ela, achava que ele apenas estava nervoso, como ela também estava. Ele, achava que era muita responsabilidade segurar o seu mundo nos braços.
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02 abril 2011

Eu quero um amor. Um amor simples.


Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles verdadeiros, que te fazem acreditar na felicidade. Eu quero um alguém. Um alguém fiel. Daqueles apaixonados, que te fazem esquecer todos os outros que já conheceu.

Eu quero que baste um olhar para que as palavras, mesmo não ditas, sejam entendidas. Quero que baste um abraço para que o mundo pare por alguns segundos. Quero que baste um sorriso para que ele me tenha nas mãos.

Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles incondicionais, que te fazem ter certeza de que o seu coração bate por uma razão. Eu quero um alguém. Um alguém amigo. Daqueles compreensivos, que conhecem os nossos defeitos, mas se apaixonam pelas nossas qualidades.

Eu quero que baste um beijo para tomar todo o meu fôlego. Quero que baste um colo para acabar com todos os meus medos. Quero que baste um dia para que eu sinta como se tivéssemos vivido por anos.

Eu quero um amor. Um amor bagunceiro. Daqueles irresistíveis, que reviram os lençóis e te fazem adiar o despertador mil vezes. Eu quero um alguém. Um alguém divertido. Daqueles te ajudam nas fases difíceis do videogame e que te fazem rir o tempo todo.

Eu quero que baste uma ausência para que a saudade grite onde é o nosso lugar. Quero que baste uma atitude para que as promessas jamais sejam quebradas. Quero que baste o nosso amor para mostrar a força que ele, sozinho, tem.

Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles eternos, que, se a tempestade não chegar ao fim, te pegam pela mão e te levam para dançar na chuva.

(Agatha Abreu)
 

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